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Archive for the ‘Hora do Lanche’ Category

Dia D, Drummond

A ideia de criar um dia especialmente dedicado à obra de Carlos Drummond de Andrade permite uma nova motivação para a leitura e apreciação da poesia.

Por certo poderíamos listar vários poetas e a cada um deles sugerir seu dia D. No entanto, a iniciativa de começar com Drummond parece ter sido uma excelente escolha, tanto pelo conjunto de sua obra como pela complexidade e abrangência dos temas em sua escrita.

 
 
Um bom poema é aquele que nos dá a impressão de que está lendo a gente … e não a gente a ele!
— Mário Quintana
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1º ano 1

Alunos do 1º ano 1, turma do Ensino Médio, no turno matutino na Escola de Educação Básica Carlos Techentin.

 

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O nosso livro

O nosso livro

Florbela Espanca

Livro do meu amor, do teu amor,
Livro do nosso amor, do nosso peito…
Abre-lhe as folhas devagar, com jeito,
Como se fossem pétalas de flor.

Olha que eu outro já não sei compor
Mais santamente triste, mais perfeito.
Não esfolhes os lírios com que é feito
Que outros não tenho em meu jardim de dor!

Livro de mais ninguém! Só meu! Só teu!
Num sorriso tu dizes e digo eu:
Versos só nossos mas que lindos sois!

Ah! meu Amor! Mas quanta, quanta gente
Dirá, fechando o livro docemente:
“Versos só nossos, só de nós os dois!…”

Dia da Língua Portuguesa

Muito pode ser dito sobre a Língua Portuguesa, porém, prefiro a língua em movimento. Melhor deixar que escritores os mostrem o universo da linguagem.

Os três vídeos selecionados são parte da série de documentários “Encontro marcado“, produzidos pelo escritor Fernando Sabino.

Categorias:Hora do Lanche

Como se tornar um poeta sensível

Exercícios de produção textual: POESIA. 

Nossos Números em 2010

Os duendes das estatísticas do WordPress.com analisaram o desempenho deste blog em 2010 e apresentam-lhe aqui um resumo de alto nível da saúde do seu blog.

Números apetitosos

Um Boeing 747-400 transporta 416 passageiros. Este blog foi visitado cerca de 11,000 vezes em 2010. Ou seja, cerca de 26 747s cheios.

Em 2010, escreveu 47 novos artigos, nada mau para o primeiro ano! Fez upload de 90 imagens, ocupando um total de 99mb. Isso equivale a cerca de 2 imagens por semana.

No dia 23 de dezembro tivemos o maior núero de visitas: 2,510 visualizações. O  post mais popular foi Cartão de Natal.

De onde vieram?

Os sites que mais tráfego lhe enviaram em 2010 foram twitter.com, orkut.com.br, vir-a-ser.rovedacris.wordpress.com, cursogestariiluzia.blogspot.com e google.com.br

Alguns visitantes vieram dos motores de busca, sobretudo por cartao de natal, cartões de natal, cartoes de natal, cartão de natal 2011 e rovedacris.word.com

Atrações em 2010

Estes são os posts e páginas mais visitados em 2010.

1

Cartão de Natal dezembro, 2010
2 comentários

2

Álbuns setembro, 2010
7 comentários

3

Ilusão de ótica setembro, 2010
2 comentários

4

Desafio: Texto sem a letra “A”? setembro, 2010
15 comentários e 1 “Like” no WordPress.com,

5

Desafio: Acróstico outubro, 2010
6 comentários

Categorias:Hora do Lanche

Meu desejo é o sonho do poeta

Organiza Natal

Carlos Drummond de Andrade

Alguém observou que cada vez mais o ano se compõe de 10 meses; imperfeitamente embora, o resto é Natal. É possível que, com o tempo, essa divisão se inverta: 10 meses de Natal e 2 meses de ano vulgarmente dito. E não parece absurdo imaginar que, pelo desenvolvimento da linha, e pela melhoria do homem, o ano inteiro se converta em Natal, abolindo-se a era civil, com suas obrigações enfadonhas ou malignas. Será bom.Então nos amaremos e nos desejaremos felicidades ininterruptamente, de manhã à noite, de uma rua a outra, de continente a continente, de cortina de ferro à cortina de nylon — sem cortinas. Governo e oposição, neutros, super e subdesenvolvidos, marcianos, bichos, plantas entrarão em regime de fraternidade. Os objetos se impregnarão de espírito natalino, e veremos o desenho animado, reino da crueldade, transposto para o reino do amor: a máquina de lavar roupa abraçada ao flamboyant, núpcias da flauta e do ovo, a betoneira com o sagüi ou com o vestido de baile. E o supra-realismo, justificado espiritualmente, será uma chave para o mundo.Completado o ciclo histórico, os bens serão repartidos por si mesmos entre nossos irmãos, isto é, com todos os viventes e elementos da terra, água, ar e alma. Não haverá mais cartas de cobrança, de descompostura nem de suicídio. O correio só transportará correspondência gentil, de preferência postais de Chagall, em que noivos e burrinhos circulam na atmosfera, pastando flores; toda pintura, inclusive o borrão, estará a serviço do entendimento afetuoso. A crítica de arte se dissolverá jovialmente, a menos que prefira tomar a forma de um sininho cristalino, a badalar sem erudição nem pretensão, celebrando o Advento.A poesia escrita se identificará com o perfume das moitas antes do amanhecer, despojando-se do uso do som. Para que livros? perguntará um anjo e, sorrindo, mostrará a terra impressa com as tintas do sol e das galáxias, aberta à maneira de um livro.

A música permanecerá a mesma, tal qual Palestrina e Mozart a deixaram; equívocos e divertimentos musicais serão arquivados, sem humilhação para ninguém.

Com economia para os povos desaparecerão suavemente classes armadas e semi-armadas, repartições arrecadadoras, polícia e fiscais de toda espécie. Uma palavra será descoberta no dicionário: paz.

O trabalho deixará de ser imposição para constituir o sentido natural da vida, sob a jurisdição desses incansáveis trabalhadores, que são os lírios do campo. Salário de cada um: a alegria que tiver merecido. Nem juntas de conciliação nem tribunais de justiça, pois tudo estará conciliado na ordem do amor.

Todo mundo se rirá do dinheiro e das arcas que o guardavam, e que passarão a depósito de doces, para visitas. Haverá dois jardins para cada habitante, um exterior, outro interior, comunicando-se por um atalho invisível.

A morte não será procurada nem esquivada, e o homem compreenderá a existência da noite, como já compreendera a da manhã.

O mundo será administrado exclusivamente pelas crianças, e elas farão o que bem entenderem das restantes instituições caducas, a Universidade inclusive.

E será Natal para sempre.

Leia mais…

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