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Posts Tagged ‘Produção textual’

Oficina de criação literária: Autorretrato

Oficina de criação de poemas realizada pelos alunos do 1º ano 1 após as leituras dos poemas com a temática do autorretrato.

Autorretrato

 

Ane Caroline Araldi

Sou quem o mundo pode confiar

Aquela que ninguém pode duvidar,

Sou quem minha aparência pode enganar

No seu ponto se vista, modo de analisar.

 

Atrás deste meu silêncio

Me perco em tanto pensar:

Será que um dia as pessoas irão mudar?

Valorizar a vida e não a desperdiçar?

 

Se algum dia precisar conversar,

Meu ombro estará aqui pra você chorar.

Sou quem na vida você pode contar.

 

Pro mundo conhecida como uma garota,

Pra Deus, como uma seguidora

E pra você, uma simples escritora.

 

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Autorretrato – Repertório Poético III

Os primeiros poemas que compõem o Repertório Poético dos alunos do 1º ano 1 do Ensino Médio foram apresentados, lidos e discutidos em sala de aula.

Eu (Florbela Espanca)

Eu sou a que no mundo anda perdida,

Eu sou a que na vida não tem norte,

Sou a irmã do sonho, e desta sorte

Sou a crucificada…a dolorida…

 

Sombra de névoa tênue e esvaecida,

E que o destino amargo, triste e forte,

Impele brutalmente para a morte!

Alma de luto sempre incompreendida!…

 

Sou aquela que passa e ninguém vê…

Sou a que chamam triste sem o ser…

Sou a que chora sem saber porquê…

 

Sou talvez a visão que Alguém sonhou,

Alguém que veio ao mundo pra me ver,

E que nunca na vida me encontrou!

 

Poema de Sete faces

Carlos Drummond de Andrade

Quando nasci, um anjo torto

desses que vivem na sombra

disse: Vai, Carlos! ser gauche na vida.

 

As casas espiam os homens

que correm atrás de mulheres.

A tarde talvez fosse azul,

não houvesse tantos desejos.

 

O bonde passa cheio de pernas:

pernas brancas pretas amarelas.

Para que tanta perna, meu Deus, pergunta meu coração.

Porém meus olhos

não perguntam nada.

 

O homem atrás do bigode

é sério, simples e forte.

Quase não conversa.

Tem poucos, raros amigos

o homem atrás dos óculos e do bigode.

 

Meu Deus, por que me abandonaste

se sabias que eu não era Deus

se sabias que eu era fraco.

 

Mundo mundo vasto mundo,

se eu me chamasse Raimundo

seria uma rima, não seria uma solução.

Mundo mundo vasto mundo,

mais vasto é meu coração.

 

Eu não devia te dizer

mas essa lua

mas esse conhaque

botam a gente comovido como o diabo.


Autorretrato (Fernando Pessoa)

Quando olho para mim não me percebo.

Tenho tanto a mania de sentir

Que me extravio às vezes ao sair

Das próprias sensações que eu recebo.

 

O ar que respiro, este licor que bebo,

Pertencem ao meu modo de existir,

E eu nunca sei como hei de concluir

As sensações que a meu pesar concebo.

 

Nem nunca, propriamente reparei,

Se na verdade sinto o que sinto.

Eu Serei tal qual pareço em mim?

 

Serei Tal qual me julgo verdadeiramente?

Mesmo ante as sensações sou um pouco ateu,

Nem sei bem se sou eu quem em mim sente.

 

Autorretrato (Manuel Bandeira)

Provinciano que nunca soube

Escolher bem uma gravata;

Pernambucano a quem repugna

A faca do pernambucano;

Poeta ruim que na arte da prosa

Envelheceu na infância da arte,

E até mesmo escrevendo crônicas

Ficou cronista de província;

Arquiteto falhado, músico

Falhado (engoliu um dia

Um piano, mas o teclado

Ficou de fora); sem família,

Religião ou filosofia;

Mal tendo a inquietação de espírito

Que vem do sobrenatural,

E em matéria de profissão

Um tísico profissional.

 

Com licença poética (Adélia Prado)

Quando nasci um anjo esbelto,

desses que tocam trombeta, anunciou:

vai carregar bandeira.

Cargo muito pesado pra mulher,

esta espécie ainda envergonhada.

Aceito os subterfúgios que me cabem,

sem precisar mentir.

Não sou feia que não possa casar,

acho o Rio de Janeiro uma beleza e

ora sim, ora não, creio em parto sem dor.

Mas o que sinto escrevo. Cumpro a sina.

Inauguro linhagens, fundo reinos

— dor não é amargura.

Minha tristeza não tem pedigree,

já a minha vontade de alegria,

sua raiz vai ao meu mil avô.

Vai ser coxo na vida é maldição pra homem.

Mulher é desdobrável. Eu sou.

Repertório Poético – II (Atualizado)

Começamos hoje a confecção do portifólio que abrigará o Repertório Poético dos alunos do 1º ano 1. (Já estão no slide as imagens dos trabalhos dos alunos.)

 

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Como se tornar um poeta sensível

Exercícios de produção textual: POESIA. 

Crônica

Escrever sobre temas polêmicos não é uma tarefa fácil. A dúvida mais comum é saber se podemos opinar, se podemos nos colocar no texto. O gênero textual que mais nos permite a possibilidade de darmos opinião e de expressarmos o que sentimos é a crônica.

Em sala de aula os alunos do 3º ano do ensino médio tiveram a oportunidade de escrever sobre uma  notícia que circulou pelo Brasil e pelo mundo, provocando o debate sobre o trânsito nas grandes cidades. Leia a notícia completa aqui.

Segue um dos textos escritos em sala de aula. A crônica é da autoria da aluna Maria Clarice Knoth.

Maníaco no volante

 Era 25 de fevereiro, aparentava ser um dia normal como qualquer outro dia da semana, mas não foi. Estava fazendo a minha caminhada, como de costume, chegando em casa ocorre um fato muito triste.

            Ouço um ronco de carro e vejo pessoas voando por cima do carro caindo sobre o asfalto. Era um grupo de ciclistas que estavam fazendo um protesto, quando um maníaco acelera o carro e atropela cerca de quinze ciclistas, onde oito foram encaminhados ao Hospital de Pronto Socorro e liberados tempo depois.

            Os ciclistas que nada sofreram ajudaram aqueles que estavam feridos. Foi um susto, tanto para os ciclistas tanto para os pedestres. O impacto foi muito forte, que até as bicicletas atingidas ficaram totalmente retorcidas,

            O motorista fugiu sem prestar socorro às vítimas, deixando o carro abandonado na zona leste da Capital de Porto Alegre. Foi identificado pela polícia como Ricardo Neis, 47 anos, ele se apresentou à Polícia falando que agiu em legítima defesa sua e de seu filho.

            Este motorista não soube dar a vez aos ciclistas que estavam manifestando para o uso da bicicleta, pensando certamente no futuro do planeta, que estavam incentivando as pessoas a utilizarem como meio de transporte a bicicleta, que causa poluição como os carros.  Este motorista deveria passar pelo menos dez anos na prisão por não ter respeito aos ciclistas, por achar que somente carros podem circular nas vias públicas.  Esquecendo-se que existem ciclistas e pedestres.

            Sou a favor dos ciclistas. Pois não tiveram culpa nenhuma e foram vítimas de um acidente triste como este, causado por um motorista sem educação, respeito e sem responsabilidade.

Minha Amada Imortal, Romantismo

Um dos principais objetivos para o aluno do Ensino Médio é desenvolver a habilidade de escrita de textos coesos, coerentes e eficazes. Para que isso aconteça cabe ao professor de Língua Portuguesa oportunizar espaços e meios para que o aluno sinta-se encorajado a escrever.
A proposta deste trabalho foi assitir ao filme Minha Amada Imortal  e escrever um pequeno comentário, relacionando-o com as características da escola literária conhecida como Romantismo.
O texto do aluno Jonatan Masson é uma síntese do que foi discutido em sala de aula e é um bom exemplo de resenha/comnetário.
 

                   Uma Obra Do Romantismo

                              Jonatan Masson

O filme “Minha Amada Imortal” conta a história amorosa de Van Beethoven. Focando principalmente na busca por achar a pessoa que ele realmente amou. O filme traz em seu decorrer traços muito fortes do mais puro romantismo.

É com a morte de Beethoven que tudo começa, ele deixa a sua fortuna para sua verdadeira paixão que até então era desconhecida por todos. Além desse, muitos outros aspectos do romantismo podem ser encontrados no filme. Como por exemplo, o fato de que suas inúmeras tentativas de viver esse amor eram constantemente frustradas por desentendimentos, pequenos enganos e até mesmo tragédias. Todos esses além de outros, são aspectos do romantismo vividos constantemente pelos protagonistas.

Outro detalhe que torna a história atrativa e interessante é a presença de acontecimentos enigmáticos e muita emoção nas ações. Acontecimentos que ocultavam a resposta que era muito óbvia, mas que por culpa dos muitos detalhes encontrados no filme passava por despercebida ou impossível.

No filme fica claro como os sentimentos foram importantes para Beethoven. Tão importantes que comandavam sua vida e sua obra, fazendo com que transmitisse através da música os mais puros sentimentos e as mais profundas mágoas.

Além de envolver o público, o filme faz refletir sobre o quanto as pessoas deixam seus sentimentos isolados para si. É por todos os motivos já vistos que o filme “Minha Amada Imortal” é uma verdadeira obra do melhor e mais puro romantismo.

Clique aqui e leia os comentários produzidos pelos alunos.

Jornal em Sala de Aula

Muito trabalho, leitura, pesquisas, escritas, reescritas e finalmente os jornais ficaram prontos.

Foram compostos 4 edições diferentes com textos e imagens criadas pelos alunos da 6ª série 1. Clique aqui para encontrar mais infromações.

O primeiro a ser publicado foi criado pela equipe de alunos Pietra, Kamila, Karla, Michel, André, Larissa, Tainara Mota e Tainara Rausch.

Entre aqui para conferir o Jornal Lendas Brasileiras.

O segundo jornal foi produzido pelos alunos Jean Carlos, Danielly, Rafel, Vanessa, Amanda, Jéssica, Juliana e Kelerson.

Clique no link do Jornal Paraguaçu para conhecer o trabalho.

O terceiro jornal foi uma criação dos alunos Leandro, Leonardo, Letícia, Otavio, Felipe, Eduardo Henrique e Valdecir Jr.

Confere lá o Jornal Notícias Quentinhas da Hora ou mais conhecido como JNQDH

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